
Esse blog tá muito deprimido, muito over, né? Ai, mas não tô com espírito pra escrever, parece que esse espírito foi embora naquele sábado maldito… mas… tô aqui, né? E por falar em estar aqui, tô aqui no trabalho todo cagado. Ontem fui dormir tarde e custei a dormir, minha cabeça não parava/para um segundo e são milhões de pensamentos paranóicos, neuróticos e psicóticos (principalmente com relação a pessoas indesejáveis ¬¬’) passando por lá. Pois é, deitei tarde, dormi mais tarde ainda e acordei às 6:10 com o coração disparado… já tô até me acostumando, tem mais de duas semanas que isso é rotina na minha vida. A ansiedade se transformou na minha companheira e isso tem refletido num descontrole fisiológico sem precedentes desse corpo. Não consigo dormir tranquilo e não consigo mais sentir fome, muito pelo contrário, em alguns casos sinto até uma certa ânsia de vômito com a comida. Só continuo comendo porque sei que preciso, mas tem duas semanas que não sei o que é fome. Lado bom disso (o único): Minha barriga tá indo embora. Claro que tem a maldita gordura acumulada que só vai sair mesmo na faca de algum cirurgião e que se depender de mim nunca vai acontecer de verdade. Mas tá legal, o poblema é que junto com a barriga tá indo embora a bunda e todo o resto, inclusive minha saúde. Minha pele, JESUS! Tá ficando uma caca. Ontem, do nada, eis que aparece uma graciosa espinha vermelha no ME-I-O-DA-MI-NHA-TES-TA! Cara, tô me sentindo a própria Amy Winehouse, cadavérico, pele de múmia, decadente e com olheiras. E por falar em parecer, depois disso tudo tô me identificando com tudo quanto é gente sofredora. Domingo, acordei eram 5:30 da MANHÃ! Olha se isso é hora pra acordar num domingo? E o pior de acordar às 5:30 no DOMINGO é não conseguir ficar na cama e não ter ninguém pra conversar. Adivinha quem me fez companhia? A TV a cabo e todas as séries que eu pude assistir. Ai foi um drama só, eu me identifiquei com todas as pessoas sofridas de todas as séries, com a coitada que perdeu o namorado, com o amigo que gosta da menina e é ignorado, com a mãe que tem seu filho envolvido em crimes, com o médico que tá sendo forçado a se aposentar e até com o Hulk! Sim, o Hulk! Fui ver Hulk mais tarde. Eu queria ir ao cinema mas tava fugindo de tudo que lembrasse relacionamento ou drama e Hulk parecia ser o filme perfeito… nem tanto… O filme tem muitas explosões e efeitos ótimos, mas o Hulk sofre, coitado. Tá a gente também sofre vendo as dublagem em português de brasileiros falando PORTUGUÊS, mas a gente releva. O que não deu pra aguentar foi o pobre do Bruce Banner voltando vendo a sua namorada com outro, senti tanta sensibilidade na cena, me identifiquei tanto… tudo bem que eu era a única pessoa no cinema que tava se identificando com alguma coisa na bosta daquele filme, mas pra mim foi triste, muito triste. Agora quando o assunto é se identificar com alguém, ninguém ganha da Bridget Jones. Me sinto a própria. A coitada sofre por causa dos caras, tenta fazer as coisas certas mas na última hora caga tudo, não consegue expressar seus sentimentos direito, é incompreendida, tem problemas de auto-estima e é insegura. Sou eu gente, sou eu! E só ela mesmo pra me confortar quando a vontade é de pular do sétimo andar do meu prédio.