Por que o meu curso não vai pra frente?
Estou fazendo um resumo de um texto (mais um, aff) para uma disciplina que se chama Softwares para Automação de Bibliotecas. Adivinha o ano? MIL NOVECENTOS E OITENTA E OITO! É ridículo, não faz sentido algum a leitura desse tipo de material visto a TOTAL descontextualização do mesmo com a realidade atual. Não estamos falando de assuntos pouco mutáveis como filosofia ou psicologia, estamos tratando da área mais dinâmica e rápida do conhecimento, a informática. E como todo mundo deve saber, em informática as coisas ficam obsoletas muito rápido, a cada mês um novo software é lançado, uma nova tecnologia revolucionária é implantada e modos de pensar e de agir surgem e se evaporam na velocidade da luz. Não dá pra ficar se baseando em texto pré históricos como esse pra se estudar um campo que se desenvolve tão rapidamente. Pra se ter uma idéia, segue um trecho; “…a preponderância do bibliotecário, o que leva ao uso do computador como máquina de datilografia de luxo…”, ou esse; “bibliotecários devem convencer-se de que a máquina lhes poderá trazer outros benefícios, além de fichas e etiquetas”. O autor do texto se refere à computadores como seres extremamente complexos, selvagens até, que precisam serem domados. E a impressão que ele nos passa da visão do bibliotecário frente a esse GRANDE desafio é de algo extremamente burro e incompetente. Por favor, hoje, até uma criança consegueria utilizar, e quem sabe, até gerenciar um software pra gestão de bibliotecas, não creio que ainda exista alguém que encare o computador como algo desconhecido e amedontrador como é colocado nesse texto.
O mais triste é saber que são de textos assim, de profissionais desatualizados e pessoas sem visão de futuro que é constituído nossa área. Claro que existem bons profissionais, mas há uma grande vertente que insiste em olhar pras empoeiras estantes do passado e ignorar a realidade atual, que passa por cima de seus pés. Nosssa linda profissão, por causa da sua miopia, vem perdendo mercado para outras áreas mais dinâmicas que não tem medo de mudar e de ousar, e tão pouco permitem-se solidificar-se como a Biblioteconomia. É preciso olhar para o futuro, mas os velhos ícones do passado e sua visão quadrada de mundo não nos deixam enxergar por além das pilhas de livros, convenções idiotas e comodismo.


Ah, tem textos bem piores, bem mais desatualizados! Minha professora de estágio que dava texto da época de estudante dela sobre arte, que o impresso inda era em prensa litográfica! Meu curso tem 21 anos de existência e ela é professora nele desde o primeiro ano, daí c tira!
O bom é qdo vc sai da faculdade!… Qdo vc respira o seu próprio mundo e descobre suas próprias fontes! Não tem mais resumo, mais trabalho, mais professor, só aprendizado!
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Eu acho que vc tem que abstrair os exemplos “atrasados” desses livros e absorver só a teoria – grande parte dela é quase sempre imutável. Os livros do DCC, por exemplo, também são assim, mas não deixam de ser bons quando falam da teoria básica de computação. O mesmo vale pra Engenharia. Algumas coisas não mudam nunca, e são essas que devem estar nos livros velhos que seus professores recomendaram. Não tô defendendo, tb acho que deveriam atualizá-los, mas não os menospreze por completo
Cara sinta-se feliz por só ter que fazer um resumo! Nessa mesma aula, na FESP-SP, eu tive que fazer projetos de arrecadação financeira para a implantação do software, me colocando no lugar da empresa!!! E se não bastasse, a professora ainda dizia que a empresa que vende o software poderia organizar quermesses, feirinhas e etc. para ajudar a biblioteca a ter grana pra comprar o software. Peloamordedeusedosmeusfilhinhos, onde é que isso existe na vida profissional?