Papel higiênico

•Outubro 3, 2008 • 2 Comentários

O mundo entrando em colapso, a amazônia desaparecendo, o oriente médio em chamas, a Rússia curtindo um revival, as bolsas despencando, os bancos em ruínas e eu me deparo com uma notícia dessas:

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O puteiro que é navegar

•Outubro 1, 2008 • 2 Comentários

Algumas pessoas utilizam a expressão ‘navegar na internet’, particularmente acho bastante ultrapassada e quadrada. Talvez essa não seja o que mais se adequa ao caos que é utilizar a internet hoje, a não ser que se trate de navegar em mar aberto em meio a uma tormenta. Me dei conta desse fato essa semana quando o tio do Lucas, ao me ver usando freneticamente o computador, me perguntou assustado, ‘o que eu estava fazendo’, porque ele não tava entendendo nada. Eu respondi placiadamente; tô usando a internet. Não, eu não estava apenas ‘usando a internet’, eu estava efetuando um série de atividades coordenadas de forma extemamente confusa aos olhos alheios. A partir dai resolvi descrever um pouco dessa experiência pra provar o quão caótico é o tal do ‘navegar na internet’.

Pra começar, assim como grande parte das pessoas da minha idade, sinto uma necessidade muito grande de estar conectado com o mundo e apesar de passar o dia todo na frente de um computador apertando F5 na minha caixa de correio, conta de Twitter, Blog e adjacências, quando chego em casa, minha primeira atitude é ligar o computador. Antes mesmo de eu tirar a mochila das costas, as luzinhas do computador já começaram a piscar. Esquema sequêncial das minhas ações ao chegar em casa: Abre porta da casa > pega água na geladeira > entra no quarto > liga o estabilizador > liga o computador >  tira a mochila das costas > tira coisas do bolso > tira a roupa > senta no computador. Dai pra frente o caos se instaura.
A primeira coisa que visualizo ao olhar pro monitor é uma plaquinha do Gtalk me avisando de vários e-mails, eles passam rápidos e eu fico frenético tentando saber do que se trata sem ter que abrir o navegador. Dai abre um ou duas janelas do Gtalk com mensagens off line ou não e eu já respondo logo pra adiantar.  Como não gosto de ficar no silêncio, nesse momento, não sei como, já existe uma pasta de músicas aberta e uma das músicas está tocando no Winamp – me assusto com esse fato, já que não me lembro de ter pensado em abrir essa pasta e muito menos ter escolhido alguma música. Enquanto a pessoa não responde e a música ainda toca abro o Chrome e pela página inicial já acesso o Orkut e enquanto a página carrega já abro outras duas abas pra não perder tempo, Twitter e Blip.Fm pra ver se alguém atualizou algo ou me mandou mensagem. Volto pro Orkut, já carregou. Digito meu enorme endereço de e-mail e na pressa acabo errando várias vezes a senha, sempre me irrito com isso. Denovo, enquanto carrega a página, volto pra logar no Twitter e Blip, respondo às pessoas no Gtalk e volto ao Orkut. Novas mensagens na caixa de entrada, várias pessoas estranhas acessaram meu perfil, atualizações de amigos. Ok, caixa de mensagens. Enquanto carrega volto ao Blip, nada. Twitter, hum, algumas coisas… olha! Fulano disse algo pra mim, deixa eu responder aqui. Antes de voltar ao Orkut boto o msn pra logar e respondo a menina (que já tá enchendo o saco no Gtalk). Leio as mensagens no orkut enquanto várias janelinhas do msn começam a pipocar lá embaixo.  Uma mais interessante me chama a atenção, é só uma mensagem  off line. Volto pros scraps, respondo, deleto, e o povo bombando nas mensagens – que irritante. Troco meu status pra ausente mas não adianta muito. Ahhh, meu e-mail, deixa eu ver se ELE respondeu àquela mensagem bonitinha. Antes de abrir a aba do Yahoo, um F5 no Twitter e Blip, nova aba, logo no Yahoo e enquanto carrega a página tento responder a todos no msn. Uma mensagem curta pra cada, é o que posso oferecer. Volto pro orkut, deixa eu ver quem são essas pessoas estranhas, vou abrindo cada um em uma nova aba e em três segundos tenho pelo menos seis novas abas sendo carregadas. Opa, ia me esquecendo o Yahoo! E-mail checado, nada de mensagem DELE, vou fechar essa porra aqui! Ai! Deixei a menina do Gtalk falando sozinha! Volta pro Gtalk, responde Gtalk, aproveita e responde o povo do msn. Opa, esse aqui ainda está digitando, deixa ele ai que depois eu volto. De volta pro Chrome, começo a abrir as abas, só curisoidade mesmo, gente estranha, comunidades esquisitas. Antes de fechar a terceira janela de desconhecidos, abro mais duas abas, WordPress e Facebook (nem sei pra que ainda abro o Faacebook, sempre a mesma coisa). Antes de voltar pros desconhecidos, mais respostas pro povo do msn. Opa, esse aqui tava digitando e desistiu, como ele não mandou mais nada esqueci dele, agora ele tá enchendo o saco. De saco cheio desse papo ruim, bloqueio o fulado, bom que dou uma limpeza nesse msn. Respondo os outros, volto pros desconhecidos, me assusto, fecho as janelas, respondo à menina do Gtalk, dou logoff do orkut pra acessar minha conta de Gmail, logo no Gmail, respondo mais mensagens de msn, dou F5 no Twitter, posto no Blip.fm, volto pro orkut, F5 no orkut, respondo o povo do Gtalk, msn, Twitter, Orkut, E-mail, sendo que troquei de música umas quatro vezes, mas isso se perdeu no processo, não sei precisar o momento exato.
Bom, nesse ponto você imagina, “ele descreveu toda a sua noite”, mas na verdade se passaram apenas dez minutos. E que atire a primeira pedra quem não se identificou nem um pouco com essa descrição. Hoje estamos assim, multifuncionais, e cada novo aplicativo, a cada ‘nova novidade’, nos dá mais possibilidades de preencher cada segundo do nosso tempo. Porque perder TRÊS segundo esperando uma página abrir se você pode fazêr uma ou duas ações nesse período? Esse é o puteiro que alguns chamam ludicamente de ‘navegar na internet’.

…….. Atualização ……..

Andei pensando em tudo isso no onibus e lembrei de quando eu passava dias sem acessar minhas coisas direito. Saudade de quando eu não me sentia tão sozinho e não precisava suprir minha carência com uma máquina idiota! ¬¬’ 

Midas

•Setembro 25, 2008 • 4 Comentários

E então ele teve medo de si próprio, pois ele trazia sofrimento a tudo que tocava.
Eu, Midas do meu coração.

Duas caras

•Setembro 2, 2008 • 4 Comentários

Até onde um coração bom segue sem se corromper? Até o dia em que não houver mais esperança no amor e nas pessoas.

Um anjo caído, as coisas como são e a vida rápida. Live fast, die young?

•Agosto 30, 2008 • 7 Comentários

Ontem me senti um peixe fora d’agua na Calourada da Belas Artes. O que aconteceu nesses dois anos? Será que a calourada mudou tanto assim? Não, a calourada continua a mesma. As mesmas brincadeiras, quase as mesmas travas, as mesmas pessoas, a mesma fila enorme pro banheiro e a mesma cerveja quente, então o que diabos tinha de diferente, que me fez sentir como se eu não pertencesse mais àquele lugar? Simples, as coisas mudaram pouco, mas o coração desse que vos escreve já não é mais o mesmo de um tempo atrás. Há dois anos quando entrei naquele lugar cheio de diversão e esculhambação, me senti no paraíso, desssa vez me senti um anjo caído, renegado pelos céus. Como poderia um anjo, depois de ter provado o doce prazer do paraíso e da imortalidade, voltar à viver no mundo imperfeito e sujo dos homens?
(Antes de continuar, queria deixar claro que tenho amigos ali que gosto muito, espero que esses não se ofendam, nada aqui é pra vocês)
Aquele lugar em um determinado momento parecia um açougue, assim como todas as boates gays são, grandes açougues vendendo carne barata. O que se via eram pessoas que a cada ato, se faziam mais carne e essa carne se fazia putrefata, e cada vez mais sem valor, tabelada por suas atitudes vazias e fúteis. Um grande mercado onde a única moeda de troca é o corpo, onde se vendem corações e amores como se vendem balas, e onde se descarta um amor como se fosse um guima de cigarro que não tem mais serventia. Ninguém quer saber seu nome ou falar sobre alg que exiga o mínimo de exercício mental, mas se isso for necessário, é o preço que eles pagam pelo sexo. Ninguém quer conversar, ou rir de coisas bobas, ou falar sobre aquela banda bacana, hehe, eles sequer sabem dizer o nome daquela música que eles fingem cantar, ‘Somebody told me’, meu caro! Sim, porque eles entendem de clichês, e como entendem. Anos a fio vivendo seus clichês homossexuais, com homens sem camisa, drags, travestis, afetação e as mesmas músicas ever and ever. Juro que se eu ouvir mais um vez ‘Girls just wanna have fun’ ou ‘Like a virgin’ dou um tiro em quem estiver na minha frente! Triste chegar a um lugar desses, de onde se espera uma grande diversidade de pessoas interessantes, e encontrar um monte de clones sem cérebro de um mesmo modelo, bichas pagando de moderninhas com seus tenis all star, suas camisas ‘descoladas’, piercings, tatuagens, cabelos, tudo falso, tudo artificial, tudo pra parecerem ser alguém que não são de verdade. Tudo isso pra soar como uma pessoa interessante e cheia de atitude.
Talvez os jovens estejam sendo engolidos por uma onda idiota de artificialidade. Tudo pode ser comprado, valores podem ser adquiridos ou descartados com uma facilidade tremenda, amar perdeu seu status e não significa mais tanto assim, gostar então, nem queira saber. Num mundo onde tudo é fast, as pessoas estão tendo fast-lifes, de acordo com suas vontades, são escolhidos estilos de vida pra se viver, quando isso cansa, basta escolher outro e se travestir dele. É simples, os modelos vem montados, basta escolher o que melhor se adequa às suas vontades e vem tudo junto, roupas, lugares, pessoas e modo de pensar. Esse é o novo modo de vida, fast-life, rápido, fácil e artificial, e o melhor, você não precisa ser nada, mas pode parecer o que quiser!

Foto retirada daqui.

Sobre a vida.

•Agosto 28, 2008 • 2 Comentários

O que é uma pena nessa vida é que a gente não possa mudar o passado ou a vontade das pessoas…

O cd da minha banda

•Agosto 28, 2008 • 3 Comentários

Já tinha visto isso antes, mas depois que vi no blog da Mari tive vontade de fazer.
Pra fazer a sua própria capa de cd, basta seguir os passos. E não vale roubar porque se não perde a graça!

Clique aqui (em outra janela!) – o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
Depois clique aqui – as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.
Agora aqui – a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.

Dai você ajunta tudo e pronto, já tem sua própria capa de cd! Agora só falta a banda e as músicas. Então, a minha é essa:

Ficou com cara daquelas bandas de Pop-punk beeeem nojentas e adolescentes, tipo All American Rejects. Se forçar um pouco, poderia ser uma banda bem esculachada, tipo NOFX.
Legalzinho… Bem melhor que a capa da demo da falecida INFIX.

Que nos traga paz

•Agosto 28, 2008 • 1 Comentário

Galvão Bueno, ufanismo e um monte de lixo.

•Agosto 16, 2008 • 2 Comentários

Tenho muita preguiça de olimpíadas, copa do mundo, pan americano ou qualquer competição que aguce o ufanismo e o falso patriotismo idiota do povo brasileiro. E o que dizer dos insuportáveis e irritantes comentaristas, liderados pelo mala-mór, Galvão Bueno? Não bastasse o excesso de empolgação a cada toque dos Ronaldinhos, a cada pulo de Daianes, a cada ponto do time de vôlei, ainda somos obrigados a ouvir as mais diversas pérolas e o pior de tudo, as intermináveis frases de efeito. Nesse momento estão reprisando a vitória do Cielo e me dá urticárias ouvir ecoar vai Cielo, vai Cielo, vai Cielo… incessantemente. Talvez pior que isso só o Brasiiiiiiil!!!. Cara, vai se fuder! Agora o Galvão ta DESMERECENDO as vitórias do Phelps dizendo que a do Cielo foi mais bonita e emocionante. Claro, né? O que não é uma medalha de ouro pra quem tem apenas quatro medalhar apagadas de BRONZE. Sinceramente, deveríamos é ter vergonha das minguadas medalhas que ganhamos nesses jogos e do que isso significa. Essa situação funciona como um reflexo do descaso do povo/governo brasileiro com relação ao esporte. Alguns vão dizer que os que vencem merecem nosso aplauso já que há tão pouco incentivo nesse sentido no Brasil, ok, ok. Claro que merecem, mas não é assim que o povo pensa. No fim, o povo comemora as vitórias ao som da voz esganiçada de Galvão Bueno e se esquece por completo do número muito maior de derrotas e de como isso reflete o vergonhoso atraso social do povo brasileiro.
Whatever. Acontece que às vezes sou levado a assistir algumas competições, como agora. Estou na sala da casa da minha mãe acompanhando o jogo do Brasil X Camarões. Claro que eu preferia estar assistindo 30 Rock, mas aqui não tem TV a cabo e não há mais nada pra se fazer. De qualquer forma procuro me divertir, já que a partida em si ta mais parada que final de mundial de xadrez. Dá pra rir bastante dos comentários e asneiras ditas pelo Galvão e Arnaldo César Coelho, não é isso? Hoje por exemplo, adorei duas frases proferidas, olha: “Fulano enquanto tocava era tocado por trás”. Adorei! Tem coisa mais Rock Gol que isso? Se bem que a qualidade técnica ta bastante similar ao campeonato que rola lá na MTV. Arnaldo, como não poderia deixar de ser, também brilhou nos comentários e erros, por exemplo, ele disse: “Os jogadores do Camarão”. E depois ele repetiu outras vezes “Camarão”, “Camarão”, “Camarão”.
E por falar em Camarão, os caras são bem nervosos, viu? Teve um lance muito legal aqui, o jogador encrenqueiro do Camarões disputava bola com um brasileiro quando o camaronês perdeu a paciência, agarrou o brasileiro pelo PESCOÇO e o jogou no chão, num golpe que deixaria até o mano mais yo com inveja. Meu amigo Galvão acabou de me contar que um judoca (é isso mesmo?) abandonou o tatame no meio da competição. Como é bonito ver a técnica e senso desportivo dos esportistas nessas olimpíadas.
Outra coisa que me empolga muito nessas olimpíadas é quando descubro mais uma falcatrua da China. Ontem fiquei sabendo que a menininha da abertura era uma farsa, a voz não era dela, a dona da voz era feia e gorda e então resolveram colocar uma mais bonitinha pra aparecer, hahahaha! E fiquei sabendo também que os fogos exibidos na abertura não aconteceram ao vivo, era tudo uma PROJEÇÃO, que a queima tinha acontecido no dia anterior e que apresentaram uma versão com edição, onde tiraram a fumaça e maquiaram tudo pra ficar mais bonitinho e perfeitinho. Fico impressionado com a cara de pau dos chineses quando o assunto é maquiar as coisas, ainda mais com relação a essas olimpíadas.

Corroe

•Agosto 13, 2008 • 2 Comentários

São seis e tanto da tarde (noite?) e sou a única pessoa nesse andar, estou enrolando até a hora da terapia (Maria Helena, prepara os ouvidos). F5 amigão, já levou tanta dedada que tá até afundado e não aguento mais olhar pra esse “você tem 0 mensagens não lidas”. Tudo uma questão de concentração e auto controle, como o exercício que estou fazendo pra não pegar o telefone que está na minha frente e ligar pra um monte de gente, dentre elas, um em especial pra quem eu NÃO deveria ligar.